Já era noite quando ele começou a falar da sua mulher morta à um mês atrás, seus olhos brilhavam com as lagrimas que com toda força eram retidas na retina. O local estava escuro, e apesar da musica alta e brega no fundo, que mostrava a discrepância da trilha sonora para aquele momento, sua voz ainda dava para ouvir, e sua historia ainda conseguiu o tom lúgubre ali. A sombra do telhado cobria metade da sua face, desenhando bordas que dividia seu rosto, era artístico até, mas ele não fazia ideia disso, as luzes do globo espelhado da festa era a unica cor no local, exceto a blusa colorida que usei para mudar meu astral. Sua voz transmitia toda a emoção do momento vivido, o ultimo beijo dado em sua mulher, antes da cirurgia para retirada de um tumor maligno, ele conseguia descrever com detalhes, até mesmo a promessa de retorno que ela não conseguiu cumprir e o ardente rancor de um erro medico tê-la tirado de se, mas nada estava ao seu alcance, nada disso foi tão vivais e tão fer...