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Mostrando postagens de maio, 2018

Inveja do Truman

As vezes me sinto no show de Truman, presa em meu cubículo entre casa, estrada e faculdade. Não é a toa que escrevo mais na aba de My Tragic. E apesar de todo o tédio que me ronda, denota a realidade de que se minha vida estivesse no Show de Truman ninguém assistiria. Quão solitária seria meus telespectadores, assistir uma vida tão deprimente e sem expectativas como a minha, que mais sabe baixar a própria autoestima com paranoias do que entrar em alguma ação de vida. Sinto que não gosto de nada, não gosto de shows, de pessoas, de coisas novas ou de errar, eu sou muito certinha pra opinar sobre qualquer coisa. Eu sempre acho que não tenho nada para contar sobre minha vida, não há aventuras, não há historias, mas quando começo, elas surgem, como sonhos que aconteceram mas nada senti, sem coração acelerado sem nada ali, só algo que passou sobre meus olhos mas não vivi, é como me sinto quando lembro de tudo ali. Eu sou tão deprimente que se eu mesma me assistisse me desligaria...

Escrevendo...

Eu tenho muito a escrever, vários pensamentos passam por diversas vezes e de formas diferentes na minha cabeça, mas o entusiasmo para iniciar e descrever exatamente como elas chegam é o que me falta. Por diversas vezes tentei parecer o mais clara possível, o mais perceptível quanto minha personalidade pudesse mostrar, no entanto, caro leitor, é impossível tentar descrever uma bagunça cheia de detalhes minúsculos por todo o palácio mental obscuro da minha mente bipolar. O mais claro atualmente é minha insegurança em tudo que eu pensar, eu me analiso e sei a raiz de tal pesar, minha capacidade de me concertar acaba ai, pois não sei fazer o que fazer com o tanto que descobrir, eu só sei que sei o motivo para tal insegurança, mas como matá-la é ainda um mistério de infância que preciso descobrir. Me afeta, em todos os sentidos da vida, a exagerada incerteza e a peculiar destreza de disfarçar. Eu quero aprender a sonhar. Sonhar e sentir o prazer de viver, apesar de tudo...