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Mostrando postagens de julho, 2018

Razão do meu sorriso bobo

O tema parece até clichê, eu sei, de tanto usado ficou fora de modo ou perdeu seu valor, mas um dia você ainda vai dizer, nem que seja dentro de você, que alguém te faz rir feito bobo. Mesmo depois de tanto tempo ainda me pego rindo para o celular e tentando fingir na frente dos outros que o motivo do meu sorriso é esse ser, ser que não sente vergonha em tentar me fazer passar vergonha longe dele, pode se dizer. Sentimentos são engraçados, mas quando não os nomeamos o torna ainda mais interessante de sentir, porque não os encaixam em um padrão imposto pela sociedade obrigados a seguir um certo ritual de sentir, e eu gosto de tudo assim, subentendido. Mesmo depois de tanto tempo ele me faz rir, ele me faz refletir, ele me excita , mesmo o tempo, o pouco tempo ou a ausência de tempo não foi capaz de fazer com que algo dentro de nós se intensificasse, e ainda mais impressionante, sem a forma física. As vezes penso que sou louca e ele é uma invenção da minha mente bandida te...

Defeito Venenoso

“Os olhos dos outros são nossa prisão, seus pensamentos nossa jaula.” -Virginia Woolf- Tentei de todas as maneiras ser o tipo de pessoa livre dos olhos e pensamentos das pessoas, mas isso acabou de deixando cada vez mais retida e insegura, porque ao invés de tentar me livrar, bloqueando o efeito das pessoas em mim, acabei fazendo o contrario, me bloqueando para as pessoas e mostrando nada de mim. Intensificar uma situação sempre foi meu forte, ainda mais que tenho uma imaginação de criação acentuada, que sempre utilizei de forma a criar conteúdos escritos, acabo me pegando em determinadas situações em que essa criatividade não é algo benéfico para mim. Já tentei me desvencilhar disso, dando a mim os mesmos conselhos que daria a alguém nessa mesma situação, no entanto, aconselhar é mais fácil do que seguir. O ser involuntário de nossa mente é nosso pior veneno, e eu tomo ele todos os dias desejando que o causador morra, sem perceber que eu é quem estou me matando. Vive...

Há dias

Há dias em que deixamos todas as nossas defesas abaixadas, que derrubamos os muros e nossas destrezas e deixamos aquilo que mais tememos entrar. Há dias em que nos deixamos possuir por sentimentos repulsivos que passamos a vida inteira negando e se esquivando para não sentir. Há dias que preferimos beber o veneno, deixar-se destruir enquanto estamos embriagados pelas nossas próprias lagrimas. Há dias em que somos gazelas suicidas caminhando para pastos de caçadores insanos prontos para atirar. Há dias que paramos de pensar racionalmente e de viver o presente e começamos a nos sufocar por nossos próprios temores. É doloroso... Sentar e esperar o caos começar e não se importar mais com seu próprio reino. Estamos todos sujeitos a um dia deixar-se matar. Paramos de ouvir as melodias e ouvimos apenas o som desafinado do nada que possui nossa mente, ouvimos o tão temido silencio que sussurra no ouvido verdades que não queremos ouvir, silenciamos a beleza, a distinção, t...