Não é amor, claro, óbvio e bem evidente, mas gosto de usar essa expressão para parecer poético, então, não se assustem se essa pobre alma polida e marcada de tristezas e tragédias medíocres começar a falar de amor. E não... Esse não é um texto romântico. Para vocês que já me conhecem (vocês = Vozes da minha cabeça) isso não deve (ao menos não deveria) ser surpresa, afinal, aqui, em sua maioria, só escrevo minhas lamentações infinitas e infundíveis onde por horas estou presa a beira de um precipício e por outras estou em um campo de gramas afiadas, porém, as lagrimas, essas nuncas se acabam. Estou atualmente em um relacionamento, me sinto mais cega do que em tempos de neblinas, não cega de amor, mas sem saber onde piso. Hoje, nessas decisões de "deixar o tempo levar" e de me apegar as pessoas, eu me encontrei em um beco esquisito no qual não pretendo deixar minhas paranoias apitar. Eu quero chorar, mas lembro que não sou criança, tal como Alice no pais das maravilhas disse ...