Quando andava pela casa dava para se ouvir o rangir das madeiras, que só era audível por conta do silencio que sempre pairava no ar. A casa ficava escondida entre as plantas, parecia fazer parte da natureza daquele lugar distante da cidade. Uma senhora ia todos os dias para lá, limpar, fazer a comida que duraria para o dia todo e tentar animar a moça que sempre triste vivia lá a morar. Mas com o tempo ela desistiu de cumprir a ultima tarefa, acostumou-se a apenas entrar, fazer as coisas e sair, nem palavras cordiais tentava proferir, já não adiantava falar algo ali, a moça nunca iria responder ou sorrir. Já era de praxe, quando chegava a encontrava no canto do escritório escrevendo em seu computador empilhada de livros iluminada apenas pelo seu abaju de cor laranja e os raios do sol que entrava de leve na janela fosca, a moça não se dava nem ao trabalho de olhar para a senhora quando ela chegava. Antes a senhora se incomodava, mas hoje, já nem se importava. Para evitar contato...