Eu sou o tipo de pessoa que vai chorar por besteira por remoer sentimentos profundos que não consegue explicar, que vai pirar do nada por um copo no chão por reprimir toda a confusão que há dentro de si e usar aquilo como ultima gota e não vai conseguir explicar.
Eu sou um poço de bad interno e um poço de felicidade superficial, com isso, me torno muitas das vezes bipolar, horas estou super feliz, horas estou super pra baixo.
Eu sabia socializar com as pessoas, mas agora tenho preguiça, fico pensando em todo o processo que é preciso ter para manter uma conversa, uma pessoa, uma amizade, e toda aquela parte chata de se obrigar a ser melhor para não deixar a pessoa ir para não estar só. Por isso prefiro conservar os que já tenho, os que não me obrigam a forçar nada, os que apenas estão e não se vão por me achar parada demais. Então me torno aquela pessoa, que esta rindo com alguém e lembra do trabalho que é manter algo e do nada, fica seria e retida. Sou aquela pessoa palhaça que me amiga(o) me apresenta pra alguém pela minha simpatia e na hora eu decepciono com minha cara de nada e minha energia negra.
Eu sou o tipo de pessoa que vai amar Jazz, rock, hip hop, hap, pop, sertanejo e alguns funk, e que vai odiar hip hop, hap, pop, sertanejo e funk. Sou daquela que gosta do que escultar e gostar e que não se define no padrão que precisa se colocar. Sou do tipo que vou rir de filme de comedia, amar filme de ação, gostar de super heróis, amar terror e suspensa e odiar tudo isso também.
Percebi que eu não me defino. Eu não me qualifico. Eu não tenho um encaixe perfeito. E eu não sou especial por isso.
Mas eu me prendo também, eu me permito ser aprisionada, por medo de tudo e de todos e eu não vivo, apenas existo para eles e não para mim e talvez por não ir além da linha imaginaria traçada por mim, que eu sou esse poço de bad.
Existem coisas que me fazem feliz, coisas simples, uma presença, uma pessoa, um sorriso, uma mensagem, uma conversa, um desabafo, uma piada, uma sensação, um Deus, e essas coisas me fazem sentir infinita, mas quando as reduzo me retira essa "vida".
Eu tenho medos, inúmeros, mas também tenho muito desanimo disfarçados de medo, que já não sei mais diferença quais dos dois me fazer ficar parada.
O desanimo é cruel, talvez seja até pior que o medo, porque ele sim me trava.
E eu ando desanimada, sinto que virou meu sobrenome.
Tão desanimada que não consigo mais sair do lugar.


Comentários
Postar um comentário