É absolutamente difícil manter-se integro. Entregar-se é o que nos fazer sentir-se vivo. Tenho tantas coisas em minha cabeça que gostaria de compartilhar, tantos diálogos que trago comigo sem poder falar.
A vida se arrasta como uma lagarta que nunca irá se metamorfisar, é tão penoso e tão duro ter que viver sem respirar, sentir-se preso em suas próprias amarras sem falar nos constantes gatilhos que até pessoas que te amam tanto podem te causar.
Olhando para esse blog eu percebo o quanto a cada dia estou cada vez mais só, mesmo com uma msg de bom dia ou um apito no horário previsto para garantir que ainda estou lucida, mesmo tão pouco ainda é como se fosse aquela maquina sintética me mantendo ainda aqui, me arrastando em um caminho sem fim.
Finalidade já não tenho mais, só me parece as mesmas paredes o mesmo chão o mesmo cas, mesmo a rua florida e tão linda que passo todos os dias e o sol tão aconchegante em minha pele já não me alimentam mais.
Eu gosto do jeito que você olha o mundo, se prende a natureza e a dimensões tão pequenas que fazem eu me apaixonar, é como se visse de forma diferente o que vejo concreto e me absorvesse para esse florescer. Gosto quando me faz olhar a lua, as plantas e os peixes mesmo sem eu entender, gosto quando no meio da conversa me dimensiona para a natureza tão bela que passo todo dia sem perceber (...). Desculpa, acabei de ser interrompida pela massa dominante da sociedade em que me enquadro atualmente e perdi a poesia na qual construí e senti que consegui alcançar minha inspiração no meio deste texto.
Mas partindo para o começo, eu gosto da forma que você odeia o mundo, parece me representar no seu radicalismo tão apaixonado que eu sei que é a necessidade de pertencer e não sendo novidade pra você estaria, claro, ao contrario do que querem te impor.
No fim, gosto de todo o caos que há em você, que não é você, é vocês, consegui descobrir o que é um amor em trio, detalhes sutil em três pessoas que me fazer crer que me manter viva ainda é sinônimo de vida e que é meu dever.
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