Silencio.
Eu sempre aprecio o silencio todo dia de manhã, paro um pouco, olho para o teto e respiro fundo antes de embarcar em mais um dia, eu paro um segundo e penso: será se realmente vale a pena levantar agora? Isso em meio a piscadas longas e o alarme sendo ativado na soneca de 10 a 10 minutos até que eu resolvo acordar.
O banho é frio, não consigo sair sem banhar, me sinto suja e fedida, então, tem que aguentar o frio nas costas e o tremor na espinha em meio a pequenos gritos e pulos pequenos para amenizar até a água ficar menos fria.
A bagunça no guarda-roupa dificulta na escolha da roupa para trabalhar, meu pai sempre disse que eu deveria separa na noite que antecede o dia do meu trabalho, para otimizar meu tempo, mas eu postergo na esperança de me avisarem que não preciso ir devido a alguma questão interna que impossibilita o trabalho por um mês, ou por um direito trabalhista meu.
Afim, estou a caminho do trabalho, me arrasto sobre a calçada depois que desci do ônibus lotado, passo pela rua florida e linda, mas que não consigo admirar tanto quanto merecia por conta da minha mente conturbada em tentar ser perfeita em tudo que eu faço.
Paro na esquina para esperar passar o carro e levo um esbarrão que me move do lugar. Fico levemente estressada e procuro a pessoa que esbarrou em mim, não há ninguém, e quando percebo, não há ninguém também na rua, nem carro na estrada, nem nada, um completo breu, e o dia agora estava noite e nem folhas caem da arvore, nem vento paira sobre o local, um completo silencio.
Arregalo meus olhos, meu coração palpita e eu começo a respirar forte sem entender esse lapso do tempo, e então, em uma piscada, tudo volta ao normal com meu colega de trabalho gritando próximo do portão e perguntando porque estou parada com os olhos arregalados.
Respirando fundo eu prossigo e fico pensando nesse pane que acabou de acontecer. Será se estou enlouquecendo? O que é real?
Prossigo em meu dia, cansativo, tedioso, com conversas desconectas e sem interesse nenhum, sem energia para continuar fingindo ser seria e centrada nos meus afazeres.
Pequenas coisas me irritam, porque tenho que lidar com a falta de coerência das pessoas, com a irritação delas, com a falta de consciência, com a cara de pau e mal caratismo. Eu canso, porque eu retenho tudo isso
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