Na mesma velocidade em que ocorre os velórios, retorna a vida.
Morremos em segundo, e em menos de horas somos velados para o mundo.
E no dia seguinte? Logo que a terra bate em nosso caixão e decreta "enterrado", a vida segue normal.
No dia a dia, pontadas no peito, lembranças e olhos inchados de chorar. Passamos um tempo sem acreditar e se enganando que nada aconteceu, até que a rotina nos faz lembrar que aquele que de baixo da terra esta, não esta mais entre nós.
Você lembra, a dor no peito vem, dá vontade de chorar, mas você sabe que precisa seguir.
E a vida corre normal, as obrigações continuam e a pessoa é cada vez mais substituída, provavelmente por alguém inferior, se você considerar a pessoa magnifica, ou alguém mediano, se você considerar que a pessoa esta tentando.
Mas fica sempre aquela interrogação: E agora?
E cada vez mais essa pergunta vai sendo substituída ao passar dos dias e no futuro o nome será citado e então você percebe que aquela dor diária já não faz parte a um bom tempo.
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