Como se não houvesse.
Todos os dias um arrancar de cabelo e um sono eterno que carrego em mim.
Paranoias infundadas e sentimentos vazios de solidão.
Intensidade em cada afeição.
Nesse momento me sinto tensa porque, depois de anos, minha chefe esta aqui. Não sei porque.
Existem vantagens que as pessoas pegam pra si, mas não espalham.
Me sinto exausta, mesmo depois de ter descansado tanto e me sentido tão plena nos últimos dias que vivi.
Eu acho que já posso morrer.
Tudo que eu precisava existi, já existi, agora só me resta ficar aqui nesse cuidado paliativo.
Me sinto sem rumo. Preciso de luz. Parece que tudo pelo qual eu lutei não valeram de nada.
Todos os sacrifícios, todas as lutas, todos os estudos, simplesmente me sinto burra.
Perdi completamente a confiança em mim mesmo para tudo.
E sempre aparece alguém para reafirmar isso, com desdém, com correções, com palavras e afins, ações.
Eu não passo de uma piada interno dentro de mim mesmo, um teatro de horror com minha existência.
Nadando e morrendo na praia, cavando e não chegando ao tão falado diamante.
A tristeza me humilha, me acaba, me destrói.
E a cada passo parece que estou cada vez mais distante de mim.
A cada respirar uma morte do Eu.
Sinto como se estivesse perdida.
Preciso me reencontrar, mas não sei como.
Não sei se essa tristeza já existia ou se eu me torno ela.
Não sei se isso já era comum e estava adormecido.
Olho para cá e percebo o quão triste eu vivo.
Montanha Russa do terror, montanha minha, um percurso cansativo, sem ar pela gravidade do meu remorso.
Eu me esforço.
Não sou nem um pouco tudo aquilo que pareço ser, mas o esforço faz acreditar, porém, toda energia que eu tinha já foi gastar com coisas que agora não fazem mais sentido.
E eu digo, eu sou uma tristeza ambulante e sem aviso de quando irá se dissipar.
Tempo perdido, eu vivo em um tempo perdido e nado nesse oceano decaído.
Quero voltar para o meu lar.
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