As vezes pergunto a Deus: Por que eu tenho que ser boa com todo mundo se no final grande parte me trata como um lixo? Por que eu tenho que ajudar se na maioria das vezes não sou ajudada? Por que eu tenho que lutar muito para conseguir o básico enquanto os que ajudo vão além? Por que eu tenho que me esforçar tanto para ajudar alguém para receber tanta ingratidão?
Mas eu percebo que mesmo que eu não tivesse que fazer isso, eu faria, porque parece estar impregnado no meu subconsciente, na minha essência, na minha personalidade, parece que fui moldada assim, não consigo ser mal nem com quem me machuca tão profundamente ao ponto de deixar feridas abertas.
O fato de não conseguir me irrita e me intriga.
Como seguir na agonia de saber que sempre serei machucada? Como seguir na agonia de saber que sempre acharei que o culpado sou eu? Como seguir sabendo que sempre serei ferida a ponto de querer morrer?
Nem todo dinheiro do mundo, nem toda psicologia ou psiquiatria me faria enxergar que caminho seguir e como mudar, porque já aceitei que eu sou isso aqui.
Mas isso aqui é uma vida muito triste, é olharem para você e ver o bem, mas não fazer o bem.
Eu sou um desperdício e um des-serviço a sociedade.
Me perco em mim e me acho na maldade dos outros e eu tento, eu juro que eu tento, com todas as forças que há em mim, eu tento ser a maldade que me oferecem.
No final das contas me seguro a pequenas esperanças da terceira lei de Newton e assim acreditar que todas as minhas ações gerem reações proposicionais, ou então esperar apenas que as outras leis se apliquem para o meu fim.
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