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Minha Sina


E a minha sina é se arrepender. Eu me arrependo até mesmo antes de fazer. Não é algo proposital é impulsivo, fazer algo que eu não resisto, para depois me arrepender de tudo aquilo.
Eu me lembro de fazer e não fazer, e mesmo assim aquele erro vou cometer, o erro que é errado na minha mente, e no final de tudo tão demente, eu acabo triste sem saber.
Me arrependo mesmo, de todos os meus pecados e medos, de tudo aquilo que introduziram sem receio, o que era certo ou motivo de desprezo.
Eu me sinto até mesmo duas, uma santa e pura, que anda entre as pessoas, esbanjando doçura, a garota certa que de fato sou. Mas a outra escondida, passa por todas aquelas portas vazias, e no escuro se revela amiga, a mais doce e singela das inimigas, das personalidades sem fim, promíscuo como ela, dissimulada mas sempre bela, sabe o que quer na hora dela, e faz sem pensa todas as suas esperas.
Ela é velha, na minha mente sempre esteve ali, mas agora tão liberta, não me deixa mais seguir. Prazer, te apresento a velha dama de muá, esperta, com pressa, faz as coisas sem pensar, quando quer ela nem espera, nem espera eu indagar.
Stephen disse mesmo assim, todo homem tem dentro de se, um homem frio e calculista, pronto para matar. Talvez eu tenha sim, e ela seja tipo assim, mas a morte ali enfim, é de quem está a vos falar.
Eu canso, eu também canso, canso de correr e procurar, a solução pra uma mente, que vive a se preocupar.
Mas não posso fazer nada, talvez eu sempre quis desistir, os vestígios de prazer antes da culpa, também me fazem feliz.
Oh Deus eu já não sei, já não sei porque eu vim, é algo inexplicável e novo para mim.
Então finalizo por aqui, se amanhã eu não voltar, pra falar mais dessa louca, que dentro de mim insiste em ficar.

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