O tema parece até clichê, eu sei, de tanto usado ficou fora de modo ou perdeu seu valor, mas um dia você ainda vai dizer, nem que seja dentro de você, que alguém te faz rir feito bobo.
Mesmo depois de tanto tempo ainda me pego rindo para o celular e tentando fingir na frente dos outros que o motivo do meu sorriso é esse ser, ser que não sente vergonha em tentar me fazer passar vergonha longe dele, pode se dizer.
Sentimentos são engraçados, mas quando não os nomeamos o torna ainda mais interessante de sentir, porque não os encaixam em um padrão imposto pela sociedade obrigados a seguir um certo ritual de sentir, e eu gosto de tudo assim, subentendido.
Mesmo depois de tanto tempo ele me faz rir, ele me faz refletir, ele me excita, mesmo o tempo, o pouco tempo ou a ausência de tempo não foi capaz de fazer com que algo dentro de nós se intensificasse, e ainda mais impressionante, sem a forma física.
As vezes penso que sou louca e ele é uma invenção da minha mente bandida tentando fingir que tenho alguém que pensa em mim e faz questão de insistir nessa loucura que é o que seja lá o que for.
E ele me faz sorrir, mesmo em meus piores dias, mesmo em SEUS piores dias, ele é a forma amiga, a forma viva, a pessoa mais presente que já tive. O tipo de pessoa que me fez gostar até de seus defeitos.
Errei em dizer que ele era meu pecado, talvez seja o meu lado mais ousado que todos nós precisamos ter.
Mas ele não é só isso, ele é muita coisa que não saberia descrever.
Ele é o cara que toda mulher deveria ter.





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