Sim, eu tenho pensamentos suicidas... Há muito tempo, mas a poucos que consegui exteriorizar isso, e de fato, faz muita diferença, ao menos quando jogo pra fora o peso dentro da minha caixa ao menos diminui, a ideia seduz mais, mas não é mais uma pressão...
Eu admito, fui privilegiada em toda a minha vida, mas sempre estou triste, carrego essa sombra corpulenta ao meu lado e quando algo dá errado ou me deparo com o que acho não poder resolver, por mais que eu pense que se resolva, vem aquele pensamento suicida, de inutilidade e de precisão....
Eu vivo emocionalmente cansada, fisicamente esgotada e psicologicamente exausta e isso me faz não querer viver... Os humanos são estranhos e eu sou ingenua demais para esse mundo e penso que o melhor mesmo é morrer.... Mas não posso... Não posso por diversos fatores e promessas e por especificas pessoas, mas as vezes eu paro e penso em com seria se acontecesse, como as pessoas reagiriam e qual o impacto causaria e a sensação é ótima... Não que eu não seja valorizada, eu sou, as pessoas me amam e demonstram isso, fazem questão, na verdade, como eu disse, sou privilegiada, mas ao mesmo tempo tem esse peso do privilegio, tenho medo de magoá-las e decepcioná-las e não quero ter que lidar com pessoas que podem me magoar...
De certa forma quando faço coisas boas eu espero ser retribuída com coisas boas, mas a vida é injusta, e eu odeio injustiça, então vivo desconfiada com medo de me magoar, me magoando. Então, vem a onda.. vou chamar isso de onda... tal como o filme, a grande onde, que talvez eu esteja até blasfemando contra o filme porque nunca assisti e nem sei do que se trata, talvez eu tenha até assistido, mas não me lembro, mas parece ser um tema interessante, mais importante do que o drama de uma privilegiada que não sabe lidar com problemas e escreve muitos "mas" em um texto só.
Na verdade acho que não sei como agir quando as coisas fogem do meu controle, eu finjo saber de tudo e saber lidar com tudo mas não sei
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