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O amor destroi

 

Não é amor, claro, óbvio e bem evidente, mas gosto de usar essa expressão para parecer poético, então, não se assustem se essa pobre alma polida e marcada de tristezas e tragédias medíocres começar a falar de amor.

E não... Esse não é um texto romântico. Para vocês que já me conhecem (vocês = Vozes da minha cabeça) isso não deve (ao menos não deveria) ser surpresa, afinal, aqui, em sua maioria, só escrevo minhas lamentações infinitas e infundíveis onde por horas estou presa a beira de um precipício e por outras estou em um campo de gramas afiadas, porém, as lagrimas, essas nuncas se acabam.

Estou atualmente em um relacionamento, me sinto mais cega do que em tempos de neblinas, não cega de amor, mas sem saber onde piso.

Hoje, nessas decisões de "deixar o tempo levar" e de me apegar as pessoas, eu me encontrei em um beco esquisito no qual não pretendo deixar minhas paranoias apitar. Eu quero chorar, mas lembro que não sou criança, tal como Alice no pais das maravilhas disse "nada se é conquistado com lagrimas", na verdade nem sei se foi ela que disse, porque é semelhante ao outro poste que fica ao lado dela no instagram na aba de postes salvos que eu salvo para ler e me inspirar todas as vezes que estou triste, percebe-se que não funciona tão bem, pois precisei voltar aqui.

O caso é que, estou com a corda no pescoço por ter dado corda ao meu amor, mesmo não sendo sua intenção real, somos dois ingênuos achando que sabemos de algo, ele, no caso, acha mais e se deixa levar, eu, me deixei levar por ele, agora estamos presos, mas sua pena é bem menor.

Não não, eu não sou uma feminista fajuta que se deixou levar por um "macho alfa", eu apenas entrei na dupla balançando na maré revolta sem estar preparada para navegar.

Eu só quero que tudo acabe bem e que minha inocência não me mate.


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