Desculpa, mas continuo a me revoltar com a hipocrisia humana, não que me surpreenda, mas me revolta, seja cometida a mim ou aos outros.
Estou trabalhando em um lugar que adora "cagar" regras de como as pessoas devem agir, respirar, passos e etc, mas os que mandam nem se quer fazer a metade do que eles obrigam, são aquelas pessoas que vivem para mandar você fazer algo, apontar o dedo sobre os erros, dizer que não esta certo que deve fazer de tal forma, mas que na verdade não fazem nada, não querem fazer e agem de forma como se fossem perfeitos, e quando seus erros são apontados, ficam chateados e irritados achando que a humanidade os deve alguma coisa por eles apontarem os dedos naquilo que dizem ser o certo.
O pior egoísta e são os que se acham e se auto intitulam humildes, porque eles realmente acreditam nisso e não buscam mudar porque já se acham bons demais.
Isso me envenena, porque as pessoas tomam uma liberdade sobre mim que eu não dei, e por eu ser insicusisa de palavras acabo apenas absorvendo para mim e me matando por dentro.
É difícil ser justa e viver no meio de tanta gente ruim que se pinta como bons e acreditam realmente nisso. Da vontade de ser bem mal de alma mesmo, para dormir tão na paz como eles dormem, para viver tão de boas como eles vivem, porque se eu falo um "a" eu me sinto culpada por toda uma vida inteira.
As vezes eu acho que atraio coisas ruins para mim, eu tô lutando, claro, tô tentando ser alguém na vida, mas parece que quanto mais eu luto menos paz eu encontro.
Não me considero perfeita, mas tbm não sou uma pessoa ruim, eu busco todos os dias ser uma pessoa boa e no final do dia reavalio todo o meu dia para ver se não magoei alguém, se não feri, se não tratei alguém mal ou se agi com injustiça e caso eu tenha cometido alguma dessas coisas eu procuro formas de como melhorar e de como me desculpar ou compensar pelo meu mal feito, por isso vivo perturbada.
Sempre achei que fazendo isso eu atraria coisas boas, não que eu fizesse somente para isso, afinal, não atrai exatamente o que eu esperava, mas não consigo viver sem revisar minha vida e sem tratar as pessoas da forma como eu gostaria de ser tratada, mesmo que eu realmente não seja tratada assim.
Entrei num emprego que achei ser perfeito, depois descobri inúmeros defeitos, não é como o meu antigo emprego que era pior, mas também não é tão bom quanto eu gostaria que fosse, vejo pessoas com chefes maravilhosos, empregos esplendidos, sem toda essa merda de segredos, desconfianças, barganhas, joguinhos, estresses descarregados, arrogância, cobranças pessoais, dentre outras coisas que acontecem de toxico no meu, e isso se tratando de um departamento público que diziam ser uma maravilha, cai justamente em um departamento que presa pelo caos e se alimenta do ódio.
Para melhorar, busquei ser uma pessoa de nível superior, fui fazer faculdade pagando caro para ter um ensino de qualidade, dai caio em uma faculdade meia boca, com uma dona que é tão toxica quanto a minha chefe e com um ensino que a qualidade cai de mal a pior, sendo a primeira turma teste que acaba tendo nem metade do que deveria, qualidade tão ruim quanto do meu ensino médio que eu tirava notas ótimas, mas não tinha acesso a todo o acervo base necessário para ter um ensino de ponta.
Parece que tudo que é oferecido a mim é metade, eu me esforço o máximo e recebo o minimo, é como se a vida só me dessa um terço do bagaço da laranja, mesmo eu dando meus pulos para tentar ser alguém, parece que tudo que vem pra mim é difícil, tudo é meio boca, tudo é suvinado, as vezes cansa e dá vontade de fazer igual as meninas do interior, arranjar namorados, engravidar de vários, ser a putinha gostosinha da cidade e se sentir realizada só por isso, depois envelhecer feia pelos mals cuidados, doente talvez, cheia de netos e brigando com o atual marido no bar para pagar a pensão da filha que também seguiu os passos da mãe, cuidar dos netos e implorar para os filhos um prato de arroz, depois falecer e deixar uma divida enorme no mercadinho da esquina que sempre comprava fiado, além do preço enorme do caixão, para no velório aparecer um monte de curioso querendo saber o motivo do falecimento, ser enterrada num pedacinho de terra no cemitério quase lotado da cidade, com apenas um pequeno caule de uma arvore do lado do cemitério para demarcar o local do meu enterro, correndo o risco de enterrarem alguém por cima pelo fato do tempo e chuva já apagarem onde me enterraram e por fim ser esquecida em uma semana pelos meus familiares mais próximos, ser mencionada no primeiro natal bagaceira em família e depois de anos quando perguntarem da arvore genealógica de alguém da família.
Não sei qual seria o pior, talvez nesse ultimo sentiria mais dores físicas pelas doenças, talvez isso defina e me faça querer continuar com o meu "meia boca" da vida com a esperança de um dia conseguir uma "boca completa".
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