A timidez era seu pior defeito.
Tinha tantos sonhos, mas não suportava os olhares e julgamentos das pessoas, o que tornava ela um tanto quanto paranoica.
Ela andava nos lugares e sentia os olhares das pessoas, é como se os holofotes estivessem apontados para ela, enquanto a plateia observava atentamente cada passo.
Seu sonho era ser cantora, cantava sozinha, cantava no chuveiro, tinha coragem até mesmo para cantar para sua família, se imaginava no palco, cantando até sua alma transbordar, mas odiava a ideia de ser observada, julgada, olhada, admirada fisicamente, queria apenas que sua voz fosse ouvida para que os outros pudessem sentir a mesma emoção.
Arriscou cantar em igrejas, até conseguia chegar no seu ápice, mas quando abria os olhos e via aquelas pessoas se retraia, e sua canção acabava virando apenas palavras ditas com entonação.
Não podia viver a vida sem ter seus sonhos realizados, o que movia sua existência era a música, até que conheceu alguém semelhante a ela, uma cantora igualmente bela que usou seus cabelos e perucas para tapar seus olhos e assim poder soltar suas melodias pelo mundo, mesmo sendo obrigada as vezes a se mostrar.
Então teve a brilhante ideia de uma mascara usar, e ao andar pelas ruas gostou da sensação de ser olhada e observada, mas não pelo que ela era, pois eles não sabiam quem era, apenas viam sua mascara apontar.
Agora só podia seguir com a ideia, cantar com sua mascara velha e assim poder viver o sonho de voar.
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