Esse texto vai ser um pouco confuso, como se os outros já não fosse.
A principio pensei em falar sobre saudade, que é as diferentes formas de saudade que ando sentindo ultimamente, aquela saudade de que você esta com a pessoa mas mesmo assim sente falta dela, eu nunca esperei que as pessoas ficassem o tempo toda inteiras para mim, mas me encontro em uma fase tão egoísta que espero demais isso delas sem eu mesmo retribuir com tamanha exigência. No entanto, é inevitável sentir, aquela saudade daquilo que se quer mas não se quer admitir. Acabei que comecei mesmo o texto exatamente da forma que pensei e mudarei bruscamente de assunto assim como sempre fiz, sou mesmo a mesma sempre, por mais que eu tente mudar.
O fato é que o tédio tem um efeito enorme sobre mim. Ultimamente as pessoas andam perguntando demais o motivo pelo qual ando me atarefando demais, me estressando demais, me superlotando de responsabilidades, e nos últimos dias descobri o porque, porque temo tanto o tédio que acabo preferindo me estressar com coisas resolvíveis, pois quando estou no tédio preciso me redescobrir, eu me acho e não me compreendo, eu não sei lidar comigo, e o tédio me obriga a isso, eu sou a unica pessoa que preciso enfrentar mas sempre estou a fugir.
Eu sou um caso que não se pode resolver, que ninguém pode ajudar, um beco sem saída, um labirinto sem fim, eu não me entendo, eu não sei nem o que e quem eu sou, por isso evito o tédio, porque não quero enfrentar esse terror.
E então quando tento me resolver eu me revolto com o mundo, e percebi que faço isso não porque quero afasta-los, mas porque os odeio demais por não conseguirem me ajudar, e se me perguntam o que há, eu prefiro ignorar, mentir, fingir que vai passar, porque nem eu mesmo sei me explicar para que tentam, e sinto tanto tédio em tentar.
No fim, eu sempre aceito que talvez eu seja o mais medíocre dos seres humanos, primeiro por achar que sou, sendo que tantos vivem de formas piores, segundo por ser tão covarde a ponto de não me resolver.
Mas uma frase nunca fez tanto sentido para mim quanto dizer que uma pessoa que vive a sorrir deve ser a mais triste, por mais contraditório que seja, eu me quebro e me machuco a cada sorriso que disfarça a tristeza enorme que há em mim, que eu nem sei o que é. Parece que vivo dia a pós dias em um eterno luto de mim mesmo, aquela dor no peito e aquele choro escondido que ninguém pode perguntar porque, e quando me ocupo, posso esconder.
O tédio? Ele me mata porque ele me desmascara, ele abusa, me fere e me machuca com verdades que não sei dizer, explicar, fazer entender. Então não me pergunto o porque de sempre me esconder em estresses de responsabilidades, brigas de faculdade, ocupações e sobrecargas mentais, eu não posso me resolver, não sei me resolver, não estou pronta para me encarar, porque desconheço o monstro que há em mim.


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