No seu rosto com leves traços cadavérico, típicos de caveira mexicana, estavam aqueles dois grandes olhos opacos de alguém assustador que estávamos a conversar. E eu me perguntava se o seu rosto era uma arte ou uma historia a se contar?
Aquele contorno peculiar que combinava muito bem com a barba que parecem contar historias de um passado escondido na retina que podia seduzir qualquer menina se nos olhos fixar, ele vai contra toda essa teoria de conquistar, mas vamos nos aprofundar.
Seus olhos sorririam com ele se ele se deixasse sorrir, mas transparecia um sorriso que diz "te pego logo ali", com maldade e sagacidade do tipo que consegue arrancar de você algo, pelo simples fato do sorriso calmo, que também conseguem olhar pra te.
Aqueles olhos calmo, parecem te dizer algo, que te faça querer ir, para o fundo do poço de Hannibal Lecter para poder gritar e sentir, sentir a angustia de não poder sair da armadilha daqueles olhos castanhos, porém obscuros e estranhos, que ao mesmo tempo que esconde, te diz, no silencio e no modo mudo, as coisas que te fazem cair.
E aqueles traços do seu rosto seduz, é como se usasse uma mascara com luz, que te chama para descobrir a verdade, toda aquela maldade, já tão obvia e clara na qual ele condiz.
Todo ser humano tem uma versão malvada, perversa e sádica, dentro do seu corpo nu, mas aqueles olhos parecem dizer que é a unica versão que o conduz, mas o mais incrível naqueles olhos opacos é que, parecem ver dentro de você sua própria versão lunática e compreender sua escuridão fantástica e chama-la para sair, parece que o seu lado ruim é o que o faz sentir prazer, e cavar dentro de você o seu pior para trazer, conduzindo para fora seus monstros que você tanto tentou reprimir, e faz tudo isso parecer uma liberdade estonteante que você tanto buscou intervir.
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Aqueles olhos opacos, que o medo não esta no que o dono pode fazer com você mas o que você pode fazer se encará-los, que parecem carregar uma escuridão que te engole e te cega se você os encarar e deixar consumir, uma tentação olhar para aqueles olhos sem direção que mesmo aqueles lábios rosados e carnudos não conseguem reprimir.
Tentador, eu diria, se a loucura já não me fosse amiga, existe ainda na balança aqueles grandes olhos de assassino sadista, me chamando pra si. E eis o que me pergunto aqui, de quem deveria sentir medo enfim? Dos olhos opacos ou de mim? Que apesar da verdade entrelinhas ainda sim eu corro pra te, e o pior disso tudo é o involuntário desejo de ser verídico o incerto começo e o grande pretexto para por culpa na insensatez o meu grande apego ao errado e ruim.


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