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Capitulo I

No susto, ela se joga para frente deitada na cama, ofegante, suando e com um sentimento de desespero, acordou antes do alarme tocar e com o alivio de conseguir identificar em que momento esta em sua vida, toma o susto do alarme que tocou logo em seguida.
Desliga o alarme e vai até o banheiro, quase se arrastando e com pesar por ainda estar viva, toma seu banho frio, vesti sua roupa como se estivesse indo a um funeral vai até a parada de ônibus, coloca um podcast monótomo, começa a refletir sobre sua vida, não se recorda do sonho que teve e porque acordou daquele jeito naquela manhã, apenas estava com medo.
O desestra lhe parecia tão sedutor, se um carro errasse o caminho e a matasse, ou se caso escorregasse da escada, se por acaso meteoros começassem a cair do céu, toda essa desgraça lhe atraía, o que não gostava era da monótoma vida injusta que lhe parecia sempre ali.
Mandou mensagem para todos os números que costumava mandar pela manhã e nenhum respondeu, parecia realmente que o mundo tinha lhe dado um tempo...... Sua cabeça começa a rodar, rodar, rodar e ela sente as plantas girando ao seu redor e tudo se apaga.




"Não consigo respirar, não consigo me mover", acorda, ofegante, jogando-se para frente, suando e com um sentimento de desespero, mas dessa vez estava em um quarto branco, vestida em uma camisa de força, o quarto tinha as paredes de almofada e ao correr até a porta percebe que esta trancada, nem se quer um vidro para ver lá fora, até avistar uma câmera nos quatro cantos do quarto.
Assustada começa grita: "O QUE ESTÁ ACONTECENDO? SOCORROOOOOO! O QUE ESTÁ ACONTECENDO????". E então, como se levasse uma pancada na cabeça, desmaia novamente.





Dessa vez não estava ofegante, mas com dores nos braços atados, 15:15 no relógio no teto, sua boca estava seca e sentia a marca das lagrimas secas em seu rosto, lembrou da ultima frase que pensará antes disso tudo acontecer "eu necessito de exceções" e então começou rir como uma sádica. "Então é o que? Fiquei louca agora? Que irônico, porém, não duvido. Fiz o que? Matei minha chefe? Andei nua pelas ruas? Por favor, diga que pelo menos eu feri alguém". Continuou sem respostas. "Estou com cede. O plano é me matar de cede? Montou todo esse cenário sem cor, cheio de almofadas para me matar de cede? Que péssimo roteiro". Uma pequena janela se abre como em filmes do estilo Black Mirror. "Cê tá de brincadeira com a minha cara neh? Então quer dizer que estou em um tipo de roteiro futurista misturado com suspense? Ao menos me avise se serei a protagonista que viverá duas horas de filme para morrer no final". Vai até a pequena janela e lá estava um copo de água. "Ok.... Ok.... Muito interessante toda sua tecnologia, mas me diga, senhor ou senhora tecnologia, nesse seu mundinho de fantasia a gente bebe sem as mãos?" As amarras de sua camisa de força se desprendem automaticamente e ela esta livre. "Uau, agora sim você me impressionou. Isso significa então que tem alguém ai, ao menos isso".
Pensa em cheirar a água antes de tomar, mas já se sentia tão no fim da vida antes mesmo de ir para li que não se importava se aquilo fosse veneno, apenas toma a água, mostra o copo para cima de forma irônica e deposita de volta no dispositivo que logo se fecha.
"Eu acho que é nesse momento que você começa a falar comigo, ameaçar, dizer seus objetivos, etc e tal, ou ficaremos em um silencio longo até você resolver falar ou eu de fato enlouquecer?"
"Olá!" disse uma voz grave e de uma dicção impressionante.
"Ok. Sua voz parece um estrondo, realmente digno de um cara que me prenderia".
"De fato, você tem um humor um tanto quanto peculiar".
"Acredito que não foi por causa do meu humor que você me 'sequestrou'"
"Então é isso que você pensa? Que eu ti sequestrei?"
"Bom, a menos que toda a minha vida tenha vindo apenas do fruto da imaginação da minha cabeça fértil, ou apenas de fato enlouqueci e estou numa clinica".
"Você não esta numa clinica, não enlouqueceu e sim, você viveu o que você viveu, mas isso não é um sequestro, diria que é uma 'salvação'".
"Não imaginava o céu assim e Jesus com essa voz".
"Realmente, um humor peculiar".
Os olhos dela se abaixam tristemente revelando por segundos que seus sentimentos não eram tão supérfluos quanto demonstrava, ainda sentia dentro de si a tristeza tomar conta de tudo.
"Preciso de você" Disse a voz, sem destonar.
"Ao menos alguém neste mundo"
"Tenho ti observado a anos e quero você na minha equipe, mas precisamos fazer muitos reparos em você".
"Quais reparos?"
A porta se abre e um homem todo de preto, óculos preto, cabelos pretos entra e empurra ela na cama, prende seus braços sobre a cabeceira e antes que ela comece a gritar reconhece sua voz do interfone.
"Quieta" e em seguida começa a injetar em seu nariz uma substancia que ela não consegue reconhecer, ela sente sua cabeça esquentar e começa a tentar gritar, mas não consegue, fica vermelha, com a boca aberta e começa a tremer, arregalar seus olhos que por alguns instantes é tomado por uma coloração preta, ele segura seu corpo e começa a sussurrar: "Vai passar, vai passar". Passa as mãos sobre seus cabelos, o efeito passar e com ele a sua força de resistir e então ela desmaia. 

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