Dessa vez sem suspiros fortes, sem pressão alta, sem sensação de afogamento ou desespero, apenas um acordar calmo e tranquilo em uma cama confortável. Quando abre os olhos pensa estar em sua própria casa e por alguns segundo nem se lembrava do que havia acontecido, até perceber que estava em um quarto diferente, era um quarto grande, bem mobiliado, com temperatura ambiente e repleto de janelas de vidro com uma visão esplendida, ao levantar confusa sente as dores no corpo dos últimos acontecimentos e se lembra do que houve, procura a câmera e encontra 4, uma em cada canto do quarto.
"Ok. Por um instante você quase me enganou" disse em sussurros quase inaudíveis. Levanta e vai até a janela, abre e sente a brisa do mar, ao tentar por as mãos para fora da varanda sente a parede e percebe que nada daquela visão é real, mesmo parecendo tão real.
"Não achou mesmo que eu ti daria a oportunidade de fugir?!" a voz grossa entoa sobre o quarto.
Ela fica olhando para a visão e então apenas fica contemplando a falsa visão.
"Sem piadas?" a voz pergunta.
"Não, dessa vez não, agora sou eu sendo apenas eu, passou o desespero das piadas para tentar contrapor meus sentimentos, agora estou mesmo transparecendo o que estou sentindo. Estou sendo sincera. Não sei o motivo disso tudo ou o que você quer, mas estou cansada dessa confusão".
Ninguém mais fala, não há resposta, murmúrios ou som, apenas o silencio e o pesar dela, vagando pelo quarto, horas e horas em silencio, se alimentando e bebendo com o que havia no frigobar quando sentia vontade, mas o silencio persistia, nem ela, nem eles queriam conversar.
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