Ele entrou pela porta e foi até ela que estava no canto do quarto sentada no chão olhando para a paisagem falsa da janela.
Ele era alto, corpo mediano, cabelos pretos liso cortado de forma social e olhos de um azul inebriante, estava trajando um terno preto com uma camisa cinza por dentro, abaixou-se em frente a ela com nenhuma expressão em seu rosto, tocou em seus cabelos e disse "acho que agora você esta pronta para a próxima fase".
Estende a mão ela que a aceita, e saem do quarto, atravessam um pequeno corredor e entram em uma sala onde há varias pessoas dentro de quadrados de vidros lutando umas com as outras com roupas de proteção, como um treino.
"Eu preciso de você forte, agiu e destemida, injetei em você uma substancia na qual injetei em todos eles, porém, em uma dose maior, para ti deixar mais forte". Disse ele caminhando e mostrando todas as cabines.
"Porque? Porque eu? Para quê?". Perguntou ela, enquanto observava aquelas pessoas que pareciam robôs de tão bem treinados.
"Para mim". Disse ele, encarando-a.
"E porque eu faria isso? Porque eu? Porque você mesmo não se protege?". Questiona ela, fixando o olhar nele e esperando sua resposta.
Antes de falar, ele respira fundo olhando para os lados. "Você acha que é para me proteger?" dá um sorriso forçado e triste. "Você vai compreender tudo ao seu tempo". Tira um frasco de seu bolso e borrifa no rosto dela que desaba em segundos sobre seus braços. Ele a segura, e antes que ela feche seus olhos ela ver a expressão triste e de seus olhos sair o que parecia ser uma lagrima.
"Abra os olhos, princesa, agora que irá começar a festa" disse uma voz feminina, sedutora e voraz.
Ela abre os olhos assustada e se levanta, vê aquela figura feminina de corpo malhado, porém não volumoso, em posição de ataque, equipada com luva de box e dando saltinhos, com uma energia frenética. Ao olhar para si, percebe que também estava vestida com todos os equipamentos necessário, levanta-se meio desajeitada e olha para os lados, mas antes que ela se percebesse em uma das cabines de vidro ela sente o vento de um soco no qual ela desviou sem nem perceber, assustada, olha para a sua adversária que começa a lhe atacar com vários socos no qual ela conseguiu desviar assustada.
"Para com isso". Grita ela, desviando dos socos de sua adversária.
"Vamos, gatinha, caí dentro, bora, vai ficar só desviando igual uma galinha?? Pó pó pó". Fala, provocando a irá dela, que começa a retribuir os socos que são defendidos pelos braços de sua adversária, ela era boa, a adversária também, mas ela não sabia que sabia lutar, até aquele momento, onde travou uma luta frenética com a adversária entusiasmada, conseguiu acertar alguns golpes, na costela, no rosto, nas pernas, sua adversária também.
A luta começou ficar cada vez mais intensa, e ela percebeu que conseguia subir pelas parede, dar saltos e estava achando incrível tudo aquilo que antes não sabia fazer, ficou empolgada, até começou sorrir, mesmo com as dores dos golpes que oras recebia, mas que também golpeava. Porém, no ápice de sua empolgação, quando achou que já estava conseguindo vencer sua adversária, recebe um golpe no rosto que a fez cair dura no chão e apagou ali mesmo, acordou apenas com o choque.
'CHOQUE?' sua mente desesperou e avisou a ela enquanto acordava com a enorme dor em seu cranio, começa a gritar com o pano entre seus dentes, era uma dor insuportável, eram choques que davam pausa de 5 minutos que a deixava cansada, que ao reiniciar começavam com carga pequena que aumentava a cada tempo que passava, ficando cada vez mais forte, e quando chegava na mais alta carga que ela suportava, cessava e ela repousava. Suas mãos e pernas estavam atadas sobre uma tabua que estava semi deitada, não conseguia olhar direito ao redor, porque sua cabeça e seu pescoço também estava imobilizados, sua visão turva apenas via vultos de pessoas de branco que iam e vinha com luvas, mascaras e proteção facial. Ela não via a hora dessa nova fase acabar.
Os choques duraram por horas, até ela desmaiar novamente e não conseguir pensar em mais nada.
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