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Capitulo II

 Sensação de afogamento e um respirar profundo quando finalmente encontra ar, assim ela acorda e começa a cuspir um liquido preto e coagulado com uma tosse necessária para abrir seus pulmões, seus olhos estão marados com o resto do liquido preto que parecem ter descido como lagrimas, assim como também em seu nariz, ela passa a mão e começa a chorar por causa da dor na cabeça e pela confusão de não saber onde esta, olha para os lados e finalmente percebe seu cenário, um grande corredor branco que não dá para ver o fim, não há portas, apenas cerâmicas brancas e tão limpas que dava para ver seu reflexo.

Ao levantar, sente a sensação da cabeça girando e quase não consegue se colocar em pé e se encosta na parede para poder andar. Vai se arrastando a passos lentos pelo corredor até avistar uma câmera.

Sua voz sai ríspida, cansada e rouca: "o que esta acontecendo?", fica sem resposta e grita "O QUE VOCÊ QUER?". Começa a chorar desesperadamente e em soluções, repetindo "o que você quer?" e deita se no chão em posição fetal.

Após um longo tempo, cansada de repetir e chorar, veio sobre ela apenas o pesar e olhar fixo para as paredes brancas, até decidir se levantar novamente, dessa vez estava menos fraca, mais lucida e as gostas pretas já haviam secado sobre seu rosto, olhou para si em uma das cerâmicas e percebeu que estava apenas de calcinha branca, com o corpo mais magro e então se perguntou por quanto tempo já estava apagada, seus cabelos estavam curtos, haviam cortado, e sua pele estava pálida.

"Ok. Ok. Não sei mais o que falar ou fazer, devo ficar andando nesse corredor sem fim?" Ela anda, normalmente pelo corredor enquanto a câmera se desloca junto com ela.

"Você deve ser um sádico maluco tarado. Isso faz parte de alguma fantasia para você? Uma mulher seminua andando por um corredor branco? Que tipo de relação louca foi essa que você teve com sua mãe para se refletir nesse seu desejo demoníaco?". Uma risada sádica toma conta do lugar. "Ora ora, parece que provocar você funciona para o gatinho devolver sua imunda língua".

Vários jatos de água fria começaram a sair das paredes batendo sobre seu corpo com força, e ela começa a gritar e correr até levar um grande tombo por conta do chão escorregadio e a quase se afogar na água fria batendo forte sobre seu corpo e rosto. Tenta levantar novamente e cai por umas três vezes até conseguir tampar um dos buracos de jato com as mãos, fazendo com que suas mãos ficassem bem machucadas ao tentar segurar, ela consegue se levantar e caminha lentamente em meio aos jatos fortes e gritando: "PARA COM ISSO! EU JÁ ENTENDI! PARA COM ISSO!". Até os jatos cessarem e vir um ar frio e um vento forte onde seus cabelos voavam e ficava difícil caminhas com a força vinda da frente, as vezes, parada, seus pés escorregavam na água fria fazendo regredir em alguns passos, segurando nas paredes conseguiu andar por um longo percurso no corredor que parecia infinito, até que o vento parou e apenas lhe restou o frio, mesmo enxuta.

"Qual o próximo truque? Em? Fogos? Trovões? Vai arrancar minha pele? Qual é agora? Diga, seu sádico doente". Seu corpo estava marcado com o roxo dos jatos e sua boca estava roxa do frio do vento, seus cabelos estavam assanhados e bagunçados, ela cobria seus seios com os braços para tentar encontrar um pouco de calor.

"Vou andar infinitamente? Você tá gostando desse enredo? Porque eu estou entediada já. Fosse eu desse lado ai já teria dormido". Um zumbido forte e alto começa a tocar, sendo necessário ela gritar e tapar os ouvidos, se joga no chão e começa a se recolher, quando silencia e ela abre os olhos, uma luz forte vem em sua direção e a deixa cega, fazendo-a desmaiar.

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